quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Grandes Bispos Brasileiros: D. Antônio Ferreira Viçoso



Dom Antônio Vicente Ferreira Viçoso CM, nasceu em Peniche(Portugal) em 13 de maio de 1787, foi um religioso lazarista, oitavo bispo da arquidiocese de Mariana e escritor, tendo sido autor de diversas obras de caráter religioso, dentre as quais O romano.

Filho de Jacinto Ferreira Viçoso, conhecido como O Manso, e de Maria Gertrudes; neto paterno de Francisco Ferreira Viçoso e de Joana Maria e, materno, de Luís dos Remédios e de Joana Francisca. Ingressou no noviciado da Congregação da Missão, em Lisboa, no dia 25 de julho de 1811, onde foi ordenado padre no dia 7 de março de 1818, aos trinta anos.

Ensinou filosofia no seminário de Évora. Vindo de Portugal para fundar missões na província de Mato Grosso, juntamente com o padre Leandro Rebelo Peixoto e Castro, com quem fundou a primeira província lazarista brasileira, acabou por se tornar diretor do colégio de Caracas, em Minas Gerais, e mais tarde do de Jacuecanga, no Rio de Janeiro e do de Campo Belo.

Antônio Ferreira Viçoso foi indicado, no regime do padroado, por D. Pedro II para ser bispo de Mariana no dia 12 de janeiro de 1844, aos 57 anos. Foi ordenado bispo no dia 5 de maio de 1844, pelas mãos de Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo, Dom Pedro de Santa Mariana e Sousa, OCD e de Dom José Afonso de Morais Torres.

Reformou o seminário de Mariana, fundado em 1750, aplicando as normas do Concílio de Trento para a formação do clero. Confiou sua direção aos seus confrades da Congregação da Missão.

Durante seu governo, circulou o periódico Selecta Catholica (1846 – 1847), publicado por um grupo de religiosos ligados a Dom Antônio.

D. Pedro II conferiu-lhe no dia 7 de março de 1868 o título de conde de Conceição. Conselheiro imperial, recebeu ainda a comenda da Imperial Ordem de Cristo e o grau de oficial da Imperial Ordem da Rosa.

Faleceu no dia 5 de agosto de 1875. Em 1985, realizou-se o processo ordinário diocesano para a causa de sua beatificação e canonização. Em 1986, foi-lhe atribuído o título de Servo de Deus.


*Apesar de não ter nascido no Brasil, exerceu grande apostolado no Brasil, por isso achei por bem incluí-lo na sessão sobre Bispos Brasileiros.

domingo, 18 de outubro de 2009

Convite ao Rosário - Papa Leão XIII

1. Ao aproximar-se o mês de Outubro, já agora consagrado à beatíssima Virgem, é para Nós coisa sumamente grata relembrar as solícitas recomendações que, nos anos precedentes, vos dirigimos, ó Veneráveis Irmãos, a fim de que em toda parte os fiéis, impelidos pelo vosso zelo autorizado, se volvessem, com reavivada piedade, para a grande Mãe de Deus, para a poderosa auxiliadora do povo cristão; a ela recorrendo suplicantes, durante o mês inteiro, com o rito do santo Rosário: Rosário que a Igreja habitualmente usou e divulgou, sobretudo nos tempos mais tempestuosos; e sempre com o desejado êxito.

2. Temos a peito manifestar-vos, também este ano, o mesmo desejo, e renovar-vos a mesma exortação. Impele-nos a isto urgentemente, e a isso nos estimula, o Nosso amor à Igreja, cujas angústias, antes que se aligeirarem, crescem cada dia mais em número e em aspereza.

Males que afligem a Igreja

3. A todos são conhecidos os males que Nós deploramos: a luta desapiedada contra os sagrados e intangíveis dogmas, que a Igreja guarda e transmite; a zombaria da integridade da virtude cristã, que a Igreja defende; a trama de calúnias de mil modos urdidas; o ódio fomentado contra a sagrada ordem dos bispos, e principalmente contra o Romano Pontífice; os ataques dirigidos, com a mais impudente audácia e a criminosa impiedade, contra a própria divindade de Cristo, no intuito de extirpar pelas raízes e de destruir a obra divina da Redenção, que força alguma poderá jamais destruir nem cancelar.

4. Estes ataques não são, certamente, uma novidade para a Igreja militante. Porquanto, depois do aviso dado por Cristo aos Apóstolos, ela sabe que, para instruir os homens no caminho da verdade e guiá-los à salvação eterna, ela deve todo dia descer a campo e travar combate. E, na realidade, nos séculos ela sempre lutou intrepidamente até ao martírio, considerando como sua precípua alegria e glória o poder unir o seu sangue ao do seu Fundador: no qual está depositada a segura esperança da prometida vitória.

5. Por outra parte, entretanto, não podemos ocultar nos o profundo senso de tristeza que penetra os melhores, ante esta contínua tensão de batalha. De fato, é motivo de imensa tristeza ver o grande número dos que, pela perversidade dos erros e por esta insolente atitude contra Deus, são arrastados para longe e impelidos para o abismo; o grande número dos que, pondo num mesmo plano todas as formas de religião, pode-se dizer que já estão na iminência de abandonar a fé divina; o número notável dos que são cristãos só de nome, e não cumprem os deveres da sua fé.

E ainda mais nos aflige e nos atormenta o ânimo o considerarmos que a causa principal de tais ruinosos tais ruinosos e deploráveis males está na exclusão completa da Igreja das ordenações sociais, enquanto de propósito se hostiliza a sua salutar influencia. E nisto é de reconhecer um grande e merecido castigo de Deus, o qual cega miseravelmente as nações que se afastam d’Ele.

A necessidade da oração

6. Este estado de coisas mostra, com evidência sempre maior, o quanto é necessário que os católicos orem e supliquem a Deus com fervor e perseverança "sem nunca cessar" (1Tim 5, 17); e não somente em particular, porém ainda mais em público. Reunidos nos sagrados templos, conjurem Deus a se dignar, na sua infinita bondade, de livrar a sua Igreja "dos homens insolentes e malvados" (2 Tim 3, 2), e a reconduzir os povos ao caminho da salvação e da razão, na luz e no amor de Cristo.

7. Espetáculo incrível e maravilhoso! Enquanto o mundo percorre o seu caminho tormentoso, fiado nas suas riquezas, na sua força, nas suas armas e no seu engenho, a Igreja, com passo veloz e seguro, atravessa os séculos, depositando a sua confiança somente em Deus, a quem, de dia e de noite, ergue o olhar e estende as mãos súplices. Porque, embora na sua prudência não desdenhe os socorros humanos que, pela bondade divina, os tempos lhe oferecem, todavia não é nestes meios que ela deposita a sua principal esperança; mas sim na oração, coletiva e insistente, elevada ao seu Deus. Nesta fonte ela alimenta e fortifica a sua vida; porque, elevando-se, mediante a oração assídua, acima das vicissitudes humanas, e mantendo-se constantemente unida a Deus, é-lhe dado viver, plácida e tranqüila, da própria vida de Cristo. E nisto ela é fiel imagem de Cristo, a quem o horror dos tormentos, sofridos pelo nosso bem, nada diminuiu nem tirou da beatíssima luz e da felicidade que lhe são próprias.


*Da Encíclia Octobri Mense

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil




Dados biográficos

Frei Pedro nasceu em Alcântara (Cáceres, Espanha) em 1499, portanto, neste ano estamos comemorando 410 anos de seu nascimento. Filho de Alonso Garabito e de Maria Vilela, recebeu no batismo o nome de Juan de Sanabria. Depois de três anos de estudos em Salamanca (1511-1515), entrou na Ordem Franciscana, na Custódia do Santo Evangelho (1516), que mais tarde, em 1520, se converteria em Província de São Gabriel. Em Majarretes (Badajoz), lugar de seu noviciado, nasceu um novo homem: Juan de Sanabria se transformou em Pedro de Alcântara.

Pouco depois, em 1519, um pouco antes de ser ordenado sacerdote, foi enviado como superior para fundar o Convento de Badajoz. Completados os estudos de filosofia, teologia, direito canônico, moral e homilética, conforme as determinações da época, foi ordenado sacerdote em 1524. Tornou-se superior em Robledillo, depois em Placencia e novamente em Badajoz, até que em 1532 obteve permissão para recolher-se a uma vida mais contemplativa no convento de Santo Onofre da Lapa. Em 1538 foi eleito Ministro Provincial da Província de São Gabriel.

Durante o período em que foi ministro provincial redigiu para seus religiosos estatutos muito severos, aprovados no Capítulo de Placencia, em 1540. Mas o começo de sua reforma teve lugar em 1544 quando, com o consentimento de Julio III, retirou-se para a pequena igreja de Santa Cruz de Cebollas, próximo de Coira. Em 1555 construiu o célebre convento de Pedroso, seguido de outros. A partir deste momento, a reforma prosperou amplamente e, em 8 de maio de 1559, obteve a aprovação de Paulo IV, que permitiu sua difusão também no exterior.

Pedro de Alcântara, com sua reforma, queria trazer de volta a Ordem Franciscana à genuína observância da Regra. Mediante a suma pobreza, a rígida penitência e um sublime espírito de oração alcançou os mais altos graus de contemplação e pode atrair numerosos franciscanos por aquele caminho de reforma que se propunha fazer reviver em seu século o franciscanismo dos primeiros tempos.

Foi confessor e diretor espiritual de Santa Teresa de Ávila e ajudou na reforma da Ordem Carmelita. Santa Teresa escreveu sobre ele: “Modelo de virtudes era Frei Pedro de Alcântara! O mundo de hoje já não é capaz de uma tal perfeição. Este homem santo é de nosso tempo, mas seu fervor é forte como de outros tempos. Tem o mundo a seus pés. Que valor deu o Senhor a este santo para fazer durante 47 anos tão rígida penitência!”.

Depois de uma grande atividade eremítica e apostólica, morreu em Arenas de San Pedro (Ávila), no dia 18 de outubro de 1562, aos 63 anos. Em 1622 foi beatificado por Gregório XV e, em 1669, foi canonizado por Clemente IX.

Padroeiro do Brasil

Logo após a Independência, Dom Pedro I entendeu que o Brasil precisava ter um santo padroeiro oficialmente autorizado pelo Papa, embora ele, Dom Pedro I, já tivesse feito a consagração do Brasil a Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, em sua vinda de São Paulo para o Rio, logo após o 7 de Setembro. Assim, solicitou ao Papa que fizesse de São Pedro de Alcântara o Padroeiro do Brasil, tendo o Papa concordado.

Com a proclamação da República, São Pedro de Alcântara foi discretamente esquecido, provavelmente porque seu nome lembrava o dos imperadores e, além disso, mostrava o quanto havia de positiva ligação entre o Império e a religião. Porém, seu nome ainda continuou, por muito anos a ser lembrado nos missais mais tradicionais. E foi num destes missais, mais tradicionais, que se encontra a oração transcrita a seguir, a São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil, conforme consta no índice do missal citado ("Adoremus - Manual de Orações e Exercícios Piedosos" - Por Dom Frei Eduardo, O.F.M. - XX Edição Bahia - Tipografia de São Francisco - 1942).

Oração a São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil

Ó grande amante da Cruz e servo fiel do divino Crucificado, São Pedro de Alcântara; à vossa poderosa proteção foi confiada a nossa querida Pátria brasileira com todos os seus habitantes. Como Varão de admirável penitência e altíssima contemplação, alcançai aos vossos devotos estes dons tão necessários à salvação. Livrai o Brasil dos flagelos da peste, fome e guerra e de todo mal. Restituí à Terra de Santa Cruz a união da fé e o verdadeiro fervor nas práticas da religião.

De modo particular, vos recomendamos, excelso Padroeiro do Brasil, aqueles que nos foram dados por guias e mestres: os padres e religiosos. Implorai numerosas e boas vocações para o nosso país. Inspirai aos pais de família uma santa reverência a fim de educarem os filhos no temor de Deus não se negando a dar ao altar o filho que Nosso Senhor escolher para seu sagrado ministério.

Assisti, ó grande reformador da vida religiosa, aos sacerdotes e missionários nos múltiplos perigos de que esta vida está repleta. Conseguí-lhes a graça da perseverança na sublime vocação e na árdua tarefa que por vontade divina assumiram.

Lá dos céus onde triunfais, abençoai aos milhares de vossos protegidos e fazei-no um dia cantar convosco a glória de Deus na bem-aventurança eterna. Assim seja!

*Fonte: franciscanos.org.br

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Coroa Franciscana



A Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora, chamada também de Coroa Seráfica ou Rosário Franciscano, compõe-se de sete mistérios, com um Pai-nosso, dez Ave-Marias e um Glória ao Pai, em honra das sete alegrias de Nossa Senhora, consubstanciadas nos seguintes principais mistérios:

1. Encarnação do Verbo divino;
2. Visitação da Mãe de Deus à sua prima santa Isabel;
3. Nascimento de Jesus;
4. Adoração prestada ao Divino Infante pelos três reis magos;
5. Encontro de Jesus no Templo;
6. Jubilosa Ressurreição do Salvador;
7. Coroação da Virgem Imaculada no céu.

Formas de rezar a Coroa Franciscana

Introdução e conclusão como na oração do Terço

1. Forma comum

1º No primeiro mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora ao ouvir do Arcanjo São Gabriel que fora escolhida por Deus para ser Mãe do Salvador.
(1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)

2º No segundo mistério consideramos a alegria da Santíssima Virgem em casa de sua prima Santa Isabel, quando foi pela primeira vez saudada como Mãe de Deus.

3º No terceiro mistério consideramos o inefável gozo de Nossa Senhora no estábulo de Belém, quando seu Filho divino nasceu milagrosamente.

4º No quarto mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora quando os três magos vieram de longe adorar o Menino Jesus e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra.

5º No quinto mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora quando achou o Divino Menino no Templo entre os doutores.

6º No sexto mistério consideramos a alegria e o júbilo da Santa Mãe de Deus, quando, na manhã de Páscoa, viu seu Filho divino ressuscitado e glorioso.

7º No sétimo mistério consideramos a maior de todas as alegrias de Nossa Senhora, quando morreu santamente e foi levada aos céus, com corpo e alma, acima dos coros angélicos, à direita de seu Filho divino, que a coroou Rainha dos anjos e dos santos.

2. Forma especial

Após cada Ave-Maria, acrescenta-se, depois das palavras
“...e bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus”:

1º ... que com grande alegria concebestes do Espírito Santo. (E segue:) Santa Maria...
2º ... que com grande alegria levastes em visita à Isabel.
3º ... que com grande alegria destes à luz em Belém.
4º ... que com grande alegria apresentastes à adoração dos Magos.
5º ... que com grande alegria encontrastes no Templo.
6º ... que com grande alegria vistes ressuscitado e glorioso.
7º ... que vos elevou aos céus, ó Virgem Maria.

*Fonte: Seminário São Francisco

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Grandes Bispos Brasileiros: D. Expedito Lopes



Dom Expedito nasceu em 8 de Julho de 1914, no sítio Jerusalém, em Sobral, Ceará. Aos 7 anos, tornou-se coroinha na cidade de Sobral, distinguindo-se por sua piedade. Em 1925, iniciou os estudos no Seminário Menor de Sobral. Em 1932, transferiu-se para o Seminário Maior da Prainha, em Fortaleza. Distinguindo-se por piedade e estudo, foi enviado a Roma em junho de 1936, para terminar o curso de Teologia. Na Cidade Eterna, foi ordenado padre, no dia 30 de Outubro de 1938. Em Roma prosseguiu os estudos, doutorando-se em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em julho de 1941.

Voltando para Sobral, Padre Expedito torna-se Secretário do Bispado, Professor do Seminário, Professor de religião e capelão do Colégio Sant'Ana. Neste estabelecimento de ensino, organizou a Juventude Estudantil Católica, JEC, contagiando a todos com o seu entusiasmo.

Aos 30 de Agosto de 1948, com 34 anos, após 10 anos de sacerdócio, Padre Francisco Expedito Lopes é nomeado pelo Santo Padre Pio XII Bispo da nova Diocese de Oeiras, no Piauí. Sagrado Bispo na Catedral de Sobral aos 12 de Dezembro de 1948, escolheu como lema episcopal: "Instaurare omnia in Christo" - restaurar tudo em Cristo.
Em 6 de Janeiro de 1949, Dom Expedito assume a Diocese de Oeiras, revelando-se logo um Pastor zeloso e dedicado. Quase seis anos passou aí, evangelizando com ardor, quando em 1955 é transferido para a Diocese de Garanhuns, como seu quinto Bispo. Homem de oração, cultor da simplicidade, vivia pobremente no Palácio Episcopal, visitava frequentemente as Paróquias, nelas realizando um persistente trabalho de Missões, para reavivar a fé e formar o povo.

Paternamente firme na condução do seu clero, teve que tomar medidas disciplinares na correção de um deles. No dia primeiro de Julho de 1957, inconformado com a sua suspensão canônica, o Sacerdote disparou a queima-roupa três tiros contra o Bispo, na porta da residência episcopal. O Bispo, mortalmente ferido, dirigiu-se para a capela da residência, esvaindo-se em sangue diante do altar, aos pés de Cristo Sacramentado. Conduzido para o Hospital Dom Moura, aí faleceu pelas 2 horas da madrugada do dia 2 de Julho, após oito horas de agonia, vividas na total entrega a Deus. Durante a agonia, pronunciou algumas frases: "Seja feita a Vontade de Deus"" ... "Eu ofereço a minha vida"... "Pronto, Senhor, estou preparado!"... "Ofereço o sacrifício da minha vida pela Diocese de Garanhuns, pelo clero e pelos seminaristas".

Palavras do seu Testamento: "Nasci pobre, vivi sempre pobremente e na esperança de vir a morrer sem dinheiro, sem dívidas e sem pecados. Nada mais tenho a pedir senão que rezem muito para que Nosso Senhor nos conceda SANTOS SACERDOTES".

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Grandes Bispos Brasileiros: D. Boaventura Kloppenburg



D. Boaventura Kloppenburg nasceu em Molbergen, na Alemanha, em 11 de fevereiro de 1919.

Cursou os ensinos básico e fundamental, na cidade de Rolante, no Rio Grande do Sul. Completou o ensino médio no Seminário Menor de São Leopoldo em 1936 e 1937, e em Santa Maria, nos anos 1938 e 1939. Fez o curso de filosofia no Seminário Central de São Leopoldo, de 1940 a 1942; a teologia, no Convento Franciscano, na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, de 1943 a 1947.

Foi ordenado sacerdote na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, aos 21 de dezembro de 1946. Fez especialização em Teologia Dogmática no Instituto Antonianum, em Roma, no ano de 1947 a 1950, depois fez o doutorado no mesmo instituto.
Foi professor de Teologia Dogmática em Petrópolis, de 1951 a 1971; em Porto Alegre em 1972, Roma em 1973, Medellín em 1974 a 1982; redator da Revista Eclesiástica Brasileira, de 1951 a 1972; reitor do Instituto Teológico-Pastoral do CELAM, em Medellín, de 1973 a 1982; Prefeito de Estudos em Petrópolis, de 1952 a 1960; Perito na Comissão Teológica do Concílio Vaticano II; Membro da Pontifícia Comissão Teológica Internacional, de 1975 a 1990; Perito nas Conferências Gerais do Episcopado Latino-americano no Rio de Janeiro em 1955, Medellín em 1968 e Puebla em 1979. Foi nomeado pelo Papa João Paulo II, Bispo Titular de Vulturaria e Auxiliar da Arquidiocese de Salvador, na Bahia, e ordenado a 1 de agosto de 1982, na cidade de Rolante, escolheu como lema de vida episcopal: Sub Umbris Fideliter.

No dia 8 de agosto de 1986, foi nomeado bispo para Diocese de Novo Hamburgo. No dia 22 de novembro de 1995 teve sua renúncia aceita pelo Papa João Paulo II, por limite de idade.

Faleceu no Rio Grande do Sul no dia 8 de maio de 2009.

Obras

Escreveu vários livros com orientação para Católicos, sobre a Umbanda, o Espíritismo, a Reencarnação, a Maçonaria, a Teologia da Libertação... Editou também, em português, os documentos do Concílio Vaticano II.